E a paixão era ruim.
Pois tirava dela a vontade de ser livre.
Apaixonada, ela queria pertencer. Queria perder o direito de ser uma. Era dele, existia com ele e quereria o que com ele viesse.
Era assustador se ver de forma tão passiva, pacifica.
Tinha medo de isso amornar as aguas correntes dentro dela.
De amansar o animal selvagem e forte.
E se depois acabasse por se tornar um reflexo? E se perdesse o brilho proprio de quem pensa por si? E se depois se perdesse e morresse em si propria?
Essa vida em dupla aterrorizava...
No entanto, não conseguia desejar outra coisa.
O sentimento vinha mais forte do que qualquer razão disponivel.
Queria infinitamente o que mais temia.
E corria o risco.
terça-feira, 16 de março de 2010
segunda-feira, 1 de março de 2010
Por mais e sempre.
Mais e mais forte e mais rápido e mais intenso.
Tudo o que parecesse metade não fazia sentido.
Era preciso ser inteiro, estar inteiro.
Era preciso ter a alma em jogo.
Desejo de se misturar até não mais existir sem ele.
Até fazer parte dele e tê-lo parte de si.
Uma vontade insana, demente.
Sufocada em prol da vida que poderia se esgotar ali.
Mas a vida ressurge na morte...
na morte do medo de ir longe demais,
em quem almeja a eternidade e nada mais.
Tudo o que parecesse metade não fazia sentido.
Era preciso ser inteiro, estar inteiro.
Era preciso ter a alma em jogo.
Desejo de se misturar até não mais existir sem ele.
Até fazer parte dele e tê-lo parte de si.
Uma vontade insana, demente.
Sufocada em prol da vida que poderia se esgotar ali.
Mas a vida ressurge na morte...
na morte do medo de ir longe demais,
em quem almeja a eternidade e nada mais.
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