sexta-feira, 23 de abril de 2010

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English, please.

Not anymore.

Me bastam as palavras que vem da minha boca.
Me basta o que me consitui eu mesma, do lugar de onde venho, em tudo o que vejo e que me vê, o que ouço e que me escuta.

Ela cansou.
Ela viu e foi vista pelas mentiras.
Compartilhou a dança fantástica de fantasias do avesso,
ao som do vão que lhe sobressaltava.
Cambaleou depois de tanto rodar e caiu, no chão, de mármore frio, gelado.

Feliz mentira. Diversão sem arte. Cabide pronto.

Ela colocou óculos escuros para continuar, ainda, mentindo.
Sabe-se-lá por quanto tempo.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Foi e é.

Foi a dor e foi o medo mais profundo.
Foi o corte feito à navalha.
Foi o sangue com gosto doce.
Foi a rua que se abriu por dentro.

Criou-se um fluxo de saliva, secreção, excremento, suor, paixão.

E a paixão também foi.

Falou-se muito.
Sorriu-se muito.
Tremeu-se muito.

E o tremor também foi.

Fugiu. Esquivou. Correu. Calou. Matou...
ou tentou matar.

Mas foi a vida quem retornou.
Foi a vida nas mãos, nos pés, nos cabelos curtos, na pele branca.
Foi viva pela primeira vez.
Depois da dor, depois do medo, depois do enjôo.

Olhou o espelho.
Se mostrou ao espelho.
Deixou ver.

Se viu.
Reconheceu.

E foi isso, o que não tem nome e que não se entende.
Foi o que aconteceu.