quinta-feira, 22 de julho de 2010

Ao meu amor serei atento.

Porque o meu amor é dor.
No peito assustado do homem que chora.
Amor de susto em pensar perder o que não é propriedade,
mas é a graça que vem e abençôa e fica.

O meu amor sozinho,
que vaga pelos caminhos mais estreitos,
abre caminhos não desbravados
e se perde nas terras já vistas.

Como eu amo o meu amor desatento,
que se esquece de mim e quando fui nem percebeu.
Um amor de aquário e virgem,
curioso e delicado.

É o meu amor que dorme abraçado,
mesmo quando sonha com o pesadelo.
Amor de coragem e medo, desejo e lágrima
em um peito aberto e doado sem receio.

Amor meu, dos olhos meus, do corpo meu.
Me tem sem eu saber como, sem eu poder sequer deter.
Abre meu peito e também minha alma,
me toma e me liberta mesmo que em sofrimento.

Cabe em mim o que não cabe em ti,
amor do corpo finito pro imenso espírito que contém.

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