Ela anda com os pés brancos na poeira.
Caminha sozinha com o sol forte a queimar o corpo que dorme.
Torpor.
Tontura de sol a pino.
Esquecimento.
Caminha e esquece de onde veio.
Esquece quem um dia foi.
E chora sem ver mais quem é.
Evapora com o sol.
Da água que é feita vira vapor que se perde no ar.
Caminha pra tentar se achar.
Busca a si fora do lugar.
Caminha num movimento bruto.
Tonto. Morto.
Não sai do lugar.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Cabeça monstro
Cabeça.
Pensamentos demais.
É preciso dormir ao relento.
Sentir cheiro de verde.
Frio de água da chuva.
Caminhar na pedra.
No terreno íngreme.
Cabeça.
Torta e pesada.
Precisa perder cabelos.
Andar no sereno.
Esvaziar o terreno.
Desmancha.
Mergulha.
Água e sabão.
Cabeça.
Limpa de excessos.
Fértil.
Cabeça de monstros e imagens-criança.
Criar um mundo com isso.
.................
Pensamentos demais.
É preciso dormir ao relento.
Sentir cheiro de verde.
Frio de água da chuva.
Caminhar na pedra.
No terreno íngreme.
Cabeça.
Torta e pesada.
Precisa perder cabelos.
Andar no sereno.
Esvaziar o terreno.
Desmancha.
Mergulha.
Água e sabão.
Cabeça.
Limpa de excessos.
Fértil.
Cabeça de monstros e imagens-criança.
Criar um mundo com isso.
.................
Des-arforada
Meu corpo frágil cai.
Se desmonta com o vento e a água do mar.
Despenco. Lamento.
Caio e saio de mim.
Me perco e me destituo de mim.
Me vejo ir.
Longe não sei voltar.
Meu pranto me cega.
Minha dor me carrega.
Labirinto de falsas palavras.
Falsas camadas.
De pó.
De areia do mar, presa nas roupas, nos cabelos, no andar.
Mas teu som me alcança.
Tua mão.
Teu olho de lince.
Me joga pra cima, pro lado, pro ar.
Me desfaço de caos.
Me refaço de paz.
Teu beijo me ampara.
Teu calor me dispara.
Sou eu, inteira.
Recapturada em suspenso, a arfar.
............
Se desmonta com o vento e a água do mar.
Despenco. Lamento.
Caio e saio de mim.
Me perco e me destituo de mim.
Me vejo ir.
Longe não sei voltar.
Meu pranto me cega.
Minha dor me carrega.
Labirinto de falsas palavras.
Falsas camadas.
De pó.
De areia do mar, presa nas roupas, nos cabelos, no andar.
Mas teu som me alcança.
Tua mão.
Teu olho de lince.
Me joga pra cima, pro lado, pro ar.
Me desfaço de caos.
Me refaço de paz.
Teu beijo me ampara.
Teu calor me dispara.
Sou eu, inteira.
Recapturada em suspenso, a arfar.
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Sem título
Quando haverá tempo para se escrever poesia?
Quando a linha entortar
e surgir uma bolha de ar
na lista de compras para o jantar.
Farpas
Todos os dias uma migalha feita de farpas.
Todos os dias farpas de aço cravadas nas unhas.
Unhas roídas de tempo perdido.
Tempo mordido.
Deglutido feito fumaça que engasga.
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