Meu corpo frágil cai.
Se desmonta com o vento e a água do mar.
Despenco. Lamento.
Caio e saio de mim.
Me perco e me destituo de mim.
Me vejo ir.
Longe não sei voltar.
Meu pranto me cega.
Minha dor me carrega.
Labirinto de falsas palavras.
Falsas camadas.
De pó.
De areia do mar, presa nas roupas, nos cabelos, no andar.
Mas teu som me alcança.
Tua mão.
Teu olho de lince.
Me joga pra cima, pro lado, pro ar.
Me desfaço de caos.
Me refaço de paz.
Teu beijo me ampara.
Teu calor me dispara.
Sou eu, inteira.
Recapturada em suspenso, a arfar.
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segunda-feira, 25 de junho de 2012
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