As minhas mãos tentam exaustivamente segurar a água.
Eu bebo e o corpo sua, mija, saliva.
Eu tento absorver a àgua em toalhas, camisetas, lenços de papel.
Mas vem o calor e ela evapora.
Como me manter dentro da água sem afogar?
E como deixar que ela se vá sem que eu fique seca?
Mostrando postagens com marcador medo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador medo. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 12 de julho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Máquina de café.
Máquina de café.
Máquina de lavar.
Máquina de costurar.
Máquina de triturar.
Aperta o botão.
Liga.
Fast.
Slow.
Clean.
Desliga.
Máquina de café.
Máquina de furar.
Máquina de apertar.
Máquina de sufocar.
Aperta o botão.
Liga.
Morde.
Bate.
Cospe.
Desliga.
Máquina de café.
Máquina de apurar.
Máquina de requentar.
Máquina de fazer tudo igual.
Máquina de lavar.
Máquina de costurar.
Máquina de triturar.
Aperta o botão.
Liga.
Fast.
Slow.
Clean.
Desliga.
Máquina de café.
Máquina de furar.
Máquina de apertar.
Máquina de sufocar.
Aperta o botão.
Liga.
Morde.
Bate.
Cospe.
Desliga.
Máquina de café.
Máquina de apurar.
Máquina de requentar.
Máquina de fazer tudo igual.
terça-feira, 16 de março de 2010
Medo em mim, de ti em mim.
E a paixão era ruim.
Pois tirava dela a vontade de ser livre.
Apaixonada, ela queria pertencer. Queria perder o direito de ser uma. Era dele, existia com ele e quereria o que com ele viesse.
Era assustador se ver de forma tão passiva, pacifica.
Tinha medo de isso amornar as aguas correntes dentro dela.
De amansar o animal selvagem e forte.
E se depois acabasse por se tornar um reflexo? E se perdesse o brilho proprio de quem pensa por si? E se depois se perdesse e morresse em si propria?
Essa vida em dupla aterrorizava...
No entanto, não conseguia desejar outra coisa.
O sentimento vinha mais forte do que qualquer razão disponivel.
Queria infinitamente o que mais temia.
E corria o risco.
Pois tirava dela a vontade de ser livre.
Apaixonada, ela queria pertencer. Queria perder o direito de ser uma. Era dele, existia com ele e quereria o que com ele viesse.
Era assustador se ver de forma tão passiva, pacifica.
Tinha medo de isso amornar as aguas correntes dentro dela.
De amansar o animal selvagem e forte.
E se depois acabasse por se tornar um reflexo? E se perdesse o brilho proprio de quem pensa por si? E se depois se perdesse e morresse em si propria?
Essa vida em dupla aterrorizava...
No entanto, não conseguia desejar outra coisa.
O sentimento vinha mais forte do que qualquer razão disponivel.
Queria infinitamente o que mais temia.
E corria o risco.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Por mais e sempre.
Mais e mais forte e mais rápido e mais intenso.
Tudo o que parecesse metade não fazia sentido.
Era preciso ser inteiro, estar inteiro.
Era preciso ter a alma em jogo.
Desejo de se misturar até não mais existir sem ele.
Até fazer parte dele e tê-lo parte de si.
Uma vontade insana, demente.
Sufocada em prol da vida que poderia se esgotar ali.
Mas a vida ressurge na morte...
na morte do medo de ir longe demais,
em quem almeja a eternidade e nada mais.
Tudo o que parecesse metade não fazia sentido.
Era preciso ser inteiro, estar inteiro.
Era preciso ter a alma em jogo.
Desejo de se misturar até não mais existir sem ele.
Até fazer parte dele e tê-lo parte de si.
Uma vontade insana, demente.
Sufocada em prol da vida que poderia se esgotar ali.
Mas a vida ressurge na morte...
na morte do medo de ir longe demais,
em quem almeja a eternidade e nada mais.
Assinar:
Postagens (Atom)
