As minhas mãos tentam exaustivamente segurar a água.
Eu bebo e o corpo sua, mija, saliva.
Eu tento absorver a àgua em toalhas, camisetas, lenços de papel.
Mas vem o calor e ela evapora.
Como me manter dentro da água sem afogar?
E como deixar que ela se vá sem que eu fique seca?
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Número nulo.
Vazzzzzzzzzzziiiioooo.
Tudo o que enchia era vento.
Ar - que escapava pelos pequenos poros e que não se mantinha.
Vuuussshhhh....
E de repente estava sozinha em meio ao imenso vazio de coisas derrubadas, folhas espalhadas e nada.
Tudo o que enchia era vento.
Ar - que escapava pelos pequenos poros e que não se mantinha.
Vuuussshhhh....
E de repente estava sozinha em meio ao imenso vazio de coisas derrubadas, folhas espalhadas e nada.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Page down.
English, please.
Not anymore.
Me bastam as palavras que vem da minha boca.
Me basta o que me consitui eu mesma, do lugar de onde venho, em tudo o que vejo e que me vê, o que ouço e que me escuta.
Ela cansou.
Ela viu e foi vista pelas mentiras.
Compartilhou a dança fantástica de fantasias do avesso,
ao som do vão que lhe sobressaltava.
Cambaleou depois de tanto rodar e caiu, no chão, de mármore frio, gelado.
Feliz mentira. Diversão sem arte. Cabide pronto.
Ela colocou óculos escuros para continuar, ainda, mentindo.
Sabe-se-lá por quanto tempo.
terça-feira, 16 de março de 2010
Medo em mim, de ti em mim.
E a paixão era ruim.
Pois tirava dela a vontade de ser livre.
Apaixonada, ela queria pertencer. Queria perder o direito de ser uma. Era dele, existia com ele e quereria o que com ele viesse.
Era assustador se ver de forma tão passiva, pacifica.
Tinha medo de isso amornar as aguas correntes dentro dela.
De amansar o animal selvagem e forte.
E se depois acabasse por se tornar um reflexo? E se perdesse o brilho proprio de quem pensa por si? E se depois se perdesse e morresse em si propria?
Essa vida em dupla aterrorizava...
No entanto, não conseguia desejar outra coisa.
O sentimento vinha mais forte do que qualquer razão disponivel.
Queria infinitamente o que mais temia.
E corria o risco.
Pois tirava dela a vontade de ser livre.
Apaixonada, ela queria pertencer. Queria perder o direito de ser uma. Era dele, existia com ele e quereria o que com ele viesse.
Era assustador se ver de forma tão passiva, pacifica.
Tinha medo de isso amornar as aguas correntes dentro dela.
De amansar o animal selvagem e forte.
E se depois acabasse por se tornar um reflexo? E se perdesse o brilho proprio de quem pensa por si? E se depois se perdesse e morresse em si propria?
Essa vida em dupla aterrorizava...
No entanto, não conseguia desejar outra coisa.
O sentimento vinha mais forte do que qualquer razão disponivel.
Queria infinitamente o que mais temia.
E corria o risco.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Por mais e sempre.
Mais e mais forte e mais rápido e mais intenso.
Tudo o que parecesse metade não fazia sentido.
Era preciso ser inteiro, estar inteiro.
Era preciso ter a alma em jogo.
Desejo de se misturar até não mais existir sem ele.
Até fazer parte dele e tê-lo parte de si.
Uma vontade insana, demente.
Sufocada em prol da vida que poderia se esgotar ali.
Mas a vida ressurge na morte...
na morte do medo de ir longe demais,
em quem almeja a eternidade e nada mais.
Tudo o que parecesse metade não fazia sentido.
Era preciso ser inteiro, estar inteiro.
Era preciso ter a alma em jogo.
Desejo de se misturar até não mais existir sem ele.
Até fazer parte dele e tê-lo parte de si.
Uma vontade insana, demente.
Sufocada em prol da vida que poderia se esgotar ali.
Mas a vida ressurge na morte...
na morte do medo de ir longe demais,
em quem almeja a eternidade e nada mais.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Vômito.
As mãos dele eram repugnantes.
O olhar dele causava náusea.
E mesmo que tudo isso ainda fosse somente o reverso do imenso desejo de tê-lo pra si...
ela o afastava e repelia.
Lutava contra si mesma, dolorida pelo estômago que se retorcia.
E não derramava uma única lágrima.
O corpo seco, árido como terra dura.
O olhar dele causava náusea.
E mesmo que tudo isso ainda fosse somente o reverso do imenso desejo de tê-lo pra si...
ela o afastava e repelia.
Lutava contra si mesma, dolorida pelo estômago que se retorcia.
E não derramava uma única lágrima.
O corpo seco, árido como terra dura.
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